quinta-feira, 27 de agosto de 2009

A violência e o Homossexualismo!

Devemos buscar examinar as questões da violência ao homossexual, inserindo nessa discussão referenciais sócio-antropológicos, mediados pela teoria das representações sociais. Nos parece crucial levantar a questão da alteridade, visto que, a consciência do outro, apresenta-se como a consciência da diferença, constituindo-se num problema de proporções históricas, econômicas e culturais de contínua importância na vida coletiva e comunitária. As relações estabelecidas entre o eu e o outro produzem situações onde se percebe a presença do medo, da segregação e da exclusão. A noção de outro remete à diferença como constitutiva da vida social, pois ela é produzida através da dinâmica das relações sociais.

Para essa discussão o conceito de relação também é fundamental, não só por estar presente na esfera cotidiana, mas, por constituir-se em nossa proposta, numa forma de leitura. Relação na reflexão filosófica, seria o ordenamento (intrínseco) de uma coisa em direção a outra. Isto é, uma realidade que para poder ser necessita de outra, senão não é (Sá,1996) . Dessa maneira, a vida social produz-se na heterogeneidade, onde a negociação da realidade resulta do sistema de interações sociais, a partir das diferenças e pela presença constante do potencial de conflito.

Assim, a idéia de relação e de reciprocidade só existe a partir do reconhecimento do outro, onde a impossibilidade de trocas e de processos de reciprocidade podem produzir impasses sócio-culturais e irrupções de violência no interior dos grupos/sociedades ou entre eles (Velho, 1996:10). Portanto, as relações sociais resultam de processos de interação e de negociação, centrados na percepção de várias formas de alteridade relacionados às diferenças entre os sujeitos, suas visões de mundo, perspectivas, interesses e sobretudo, aos múltiplos modelos de construção da realidade.

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